sábado, 6 de junho de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Queima das Fitas ( um pouco de historia) part I

Foi a partir de 1899 que se começou a alicerçar o que, mais tarde, viria a ser a Queima das Fitas, com a realização do “Centenário da Sebenta” que pretendeu ser uma réplica aos centenários comemorativos entre 1880 e 1898, com o intuito de homenagear diversas figuras e factos. O ponto comum destes centenários era a sua apresentação publica na forma de um cortejo, com fogo de artificio, sarau e touradas. Porém, estas formas de homenagem não eram as mais próprias, uma vez que deturpavam o verdadeiro significado das efemérides. Surge assim, a ideia da realização de um centenário humorístico, ridicularizando os até então feitos, tomando por base a sebenta, compilação dos apontamentos do professor.
O Centenário da Sebenta passa a ter, assim, um âmbito crítico de carácter geral e, ao mesmo tempo, particular, já que se protestava contra a exploração dos sebenteiros. A estrutura de tal manifestação confinou-se a cortejos alegóricos e a um sarau. Tratava-se agora de desenvolver esta ideia.
Nos anos seguintes, o 4º ano jurídico organiza festas da mesma espécie e introduz um aspecto inovador: o queimar das fitas que se usavam nas pastas e que eram indicadoras da sua condição de pré-finalista. A fita é uma consequência das pastas dos meados do séc. XIX que tinham para prender as das partes que a compõem, três laços de fita estreita da cor da Faculdade do utente, um de cada lado, ao meio das bordas da pasta. O queimar das fitas acabou por se transformar num acto simbólico cujo significado assenta na atingir um objectivo próximo: o término do curso.
O Centenário da Sebenta passa a ter, assim, um âmbito crítico de carácter geral e, ao mesmo tempo, particular, já que se protestava contra a exploração dos sebenteiros. A estrutura de tal manifestação confinou-se a cortejos alegóricos e a um sarau. Tratava-se agora de desenvolver esta ideia.
Nos anos seguintes, o 4º ano jurídico organiza festas da mesma espécie e introduz um aspecto inovador: o queimar das fitas que se usavam nas pastas e que eram indicadoras da sua condição de pré-finalista. A fita é uma consequência das pastas dos meados do séc. XIX que tinham para prender as das partes que a compõem, três laços de fita estreita da cor da Faculdade do utente, um de cada lado, ao meio das bordas da pasta. O queimar das fitas acabou por se transformar num acto simbólico cujo significado assenta na atingir um objectivo próximo: o término do curso.
Em 1905 realizou-se o “Enterro do Grau” em consequência de uma reforma dos cursos universitários que mantinham os graus de Licenciado e Doutor e abolia o grau de Bacharel. Este facto levou a um festejo da estrutura idêntica aos anteriores. No entanto, o “Enterro do Grau” é mais uma manifestação a ligar a festejos anteriores ao que viria a ser mais tarde a Queima da Fitas, porque pela primeira vez, se verificou a participação activa da população de Coimbra, começando a verificar-se que a Queima das Fitas era já uma festa de comunhão com a população da cidade, cuja iniciativa pertencia aos estudantes.
No ano de 1913, um episódio marcou a história das festividades académicas, quando no dia 27 e Maio, devido a um incidente motivado pela Academia, um tenente da guarda ficou sem boné. Eivados da caracteristica irreverência académica os estudantes gritavam constantemente: “olha o boné”. Devido à repercussão que o facto teve na época, este dia foi tornado, durante muitos anos, como o dia principal dos festejos.
Verificaram-se até 1919 alguns interregnos, condicionados pelas condições políticas, económicas e sociais da época, como por ex. a proclamação da República e a I Grande Guerra Mundial.
Mas foi de facto neste ano, 1919 que as celebrações académicas começaram a adquirir a estrutura que conservam actualmente.
Mas foi de facto neste ano, 1919 que as celebrações académicas começaram a adquirir a estrutura que conservam actualmente.

Pela primeira vez os finalistas de todas as Faculdades celebram em pleno a festa da Queima das Fitas, para além de se ter dado um passo importante para a sua sedimentação. Cada ano surgiam elementos novos a todos os níveis enriquecedores: a Garraiada, Venda da Pasta, actividade benemérita cuja receita revertia a favor do Asilo da Infância Desvalida, o Baile de Gala das Faculdades.
Queima das Fitas ( um pouco de historia) part II
Com repercussão enorme a nível nacional, a Queima das Fitas rapidamente ultrapassa fronteiras, atingido níveis nunca antes alcançados por qualquer outra organização do género.
Entretanto, das crises estudantis de 1969, resultou o decreto de luto académico que culminou com a não realização da Queima das Fitas desse ano.
Em 1972 alguns quartanistas, em plena rebeldia ao luto académico, tentaram e realizaram alguns actos comemorativos mas todos debaixo de telha. Houve cartaz e selo, mas não houve cortejo.
Com a revolução de Abril de 74, os conflitos pareciam ter perdido razão de existir com o termino do regime vigente desde Maio de 1926. No entanto, posições radicais deram origem a confusões, ficando gerações sucessivas de estudantes privados de expandirem os seus anseios, especialmente consubstanciados na sua festa académica que tudo parecia indicar que não se voltaria a realizar.
Mas tal não se verificou e após um interregno de onze anos, a Queima das Fitas voltou a realizar-se em 1980, um ano depois da realização da Semana Académica, iniciativa de Direcção Geral da A.A.C., que funcionou como urna sondagem à academia e à população da cidade. A franca adesão e o entusiasmo verificados vieram a comprovar que todos ansiavam pelo retomo das Queima das Fitas, pois esta manifestação de alegria estudantil faz parte integrante das tradições de uma academia que foi ímpar e tenciona continuar a sê-lo. E, fazendo as tradições parte do património cultural das regiões onde se realizam, torna-se prioritário fazê-las reviver em cada ano e proporcionar aos estudantes e população de confraternizarem salutarmente.
A Queima da Fitas é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas Fitados e Veteranos, na solenização da ultima jornada universitária ou seja, o derradeiro trajecto da vivencia Coimbrã.
Entretanto, das crises estudantis de 1969, resultou o decreto de luto académico que culminou com a não realização da Queima das Fitas desse ano.
Em 1972 alguns quartanistas, em plena rebeldia ao luto académico, tentaram e realizaram alguns actos comemorativos mas todos debaixo de telha. Houve cartaz e selo, mas não houve cortejo.
Com a revolução de Abril de 74, os conflitos pareciam ter perdido razão de existir com o termino do regime vigente desde Maio de 1926. No entanto, posições radicais deram origem a confusões, ficando gerações sucessivas de estudantes privados de expandirem os seus anseios, especialmente consubstanciados na sua festa académica que tudo parecia indicar que não se voltaria a realizar.
Mas tal não se verificou e após um interregno de onze anos, a Queima das Fitas voltou a realizar-se em 1980, um ano depois da realização da Semana Académica, iniciativa de Direcção Geral da A.A.C., que funcionou como urna sondagem à academia e à população da cidade. A franca adesão e o entusiasmo verificados vieram a comprovar que todos ansiavam pelo retomo das Queima das Fitas, pois esta manifestação de alegria estudantil faz parte integrante das tradições de uma academia que foi ímpar e tenciona continuar a sê-lo. E, fazendo as tradições parte do património cultural das regiões onde se realizam, torna-se prioritário fazê-las reviver em cada ano e proporcionar aos estudantes e população de confraternizarem salutarmente.
A Queima da Fitas é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas Fitados e Veteranos, na solenização da ultima jornada universitária ou seja, o derradeiro trajecto da vivencia Coimbrã.

Os festejos da Queima das Fitas consistem sobretudo no seu programa tradicional, composto por: Serenata Monumental, Sarau de Gala, Baile de Gala das Faculdades, Garraiada, Venda da Pasta, “Queima” do Grelo e Cortejo dos Quartanistas, Chá Dançante, Noites do Parque.
Este ano comemorou-se o 110º aniversário das Queima da Fitas.
A par da Queima das Fitas de Coimbra esta é uma altura que as Universidades e Institutos comemoram as suas Semanas Académicas.
Parabéns Finalistas…. ah e a mim, pois também sou finalista eheheh =)
domingo, 3 de maio de 2009
O Hospital Conde Ferreira foi construído como herança de J.F. Ferreira a 24 de Março de 1883. Este enriqueceu no Brasil, África e em Portugal, tornou-se um grande apoiante do reinado de D. Maria II. Este Hospital foi a primeira construção de raiz feita para a Psiquiatria em Portugal.

No séc. XIX, o Hospital sob a administração da Misericórdia torna-se escola dos grandes “alienistas”, exemplo destes são os reconhecidos Dr. Magalhães Lemos e Dr. Júlio de Matos.
Nesta imagens temos alguns utencílios usados nalgumas "neurocirurgias"
Uma mesa de autopsias.

No séc. XIX, o Hospital sob a administração da Misericórdia torna-se escola dos grandes “alienistas”, exemplo destes são os reconhecidos Dr. Magalhães Lemos e Dr. Júlio de Matos.
Nesta imagens temos alguns utencílios usados nalgumas "neurocirurgias"
Uma mesa de autopsias.sexta-feira, 1 de maio de 2009
Boas, depois de algum tempo ausente (por trabalho, ou não), vou tentar dar rumo à minha escrita... =)
Estes últimos 3 meses, foram passado na Povoa de Varzim, entre os serviços de cirurgia e pediatria... serviços em que gostei muito de trabalhar, neste momento encontro-me no Porto a fazer o meu penúltimo estágio, psiquiatria no Centro Hospitalar Conde Ferreira (antigo Hospital dos Alienados do Conde Ferreira). O último estágio, Integração à Vida Profissional, será feito no Hospital de Sta. Marta, em Lisboa, na Unidade de Cuidados Intensivos Coronários. Serviço complicado, mas muito interessante(ei de fazer um post sobre o assunto)...
Para já fica por aqui o coment.... prometo voltar em breve, talvez com um pequeno comentário sobre psiquiatria, talvez sobre o conde ferreira... quem sabe.....
ate breve...........
Estes últimos 3 meses, foram passado na Povoa de Varzim, entre os serviços de cirurgia e pediatria... serviços em que gostei muito de trabalhar, neste momento encontro-me no Porto a fazer o meu penúltimo estágio, psiquiatria no Centro Hospitalar Conde Ferreira (antigo Hospital dos Alienados do Conde Ferreira). O último estágio, Integração à Vida Profissional, será feito no Hospital de Sta. Marta, em Lisboa, na Unidade de Cuidados Intensivos Coronários. Serviço complicado, mas muito interessante(ei de fazer um post sobre o assunto)...
Para já fica por aqui o coment.... prometo voltar em breve, talvez com um pequeno comentário sobre psiquiatria, talvez sobre o conde ferreira... quem sabe.....
ate breve...........
sexta-feira, 20 de março de 2009
Dia do Pai...

Pois é ontem comemorou-se mais um DIA DO PAI!!!
O meu comemorou o 23º dia do pai ;)
Hoje já é possivel fazer chegar em minutos fotos, cartões, textos a grandes distancias com um simples click.... Foi deste modo que prendei o meu PAI com uma pequena lembrança que por sinal foi feita para os miudos que estão internados oferecerem aos seus pais....
Ficou tão engraçado que não resisti a reenviar ao meu e posta-lo aqui...
PAI, obrigado por tudo nestes 23 anos....
Subscrever:
Mensagens (Atom)







